Ei-la
No
decorrer das leituras feitas nesse capítulo, considero-me uma casa.
Aquela que acolhe, que estabiliza, mas que também um tempo está com
paredes azuis, outra vez amarelas, ou com algum mobiliário em
disposição diferente ou ainda em outro comodo.
Acredito
que estou pronta para acolher e estabilizar o que aprendo e com isso
poder mudar as cores de minha vida (conhecimentos) ou quem sabe
alocar o móvel (o que fiz com o conhecimento)que estava em uma parte
do cérebro e estar migrando para outro, dando sentido ao que
aprendo.
Com
isso percebo em meu dia a dia mudanças causam crescimento, algumas
dores às vezes, próprias do crescer, pois exige-se cada vez mais de
quem aprende uma mudança.
Não
percebo-me receptora passiva diante dessas mudanças, desses novos
conhecimentos, pois a profissão de educador não é das mais fáceis,
faz-se necessário estar atento as mudanças e acompanhá-las.
Exige-se constantemente uma postura e para se ter uma nova postura
necessita-se novo conhecimento, quebrando-se paradigmas,
desestabilizam os profissionais mas transformam os mesmos. (O que
aliás, acontece com qualquer pessoa na questão quebra de
paradigmas).
Sei
que como profissionais da educação temos muito a mudar. Poucos
ainda tem medo da máquina (computador), alguns não a aceitam por
terem medo de perder o domínio, a razão de ser o responsável pelo
saber e muito mais ainda que alguém com menos “conhecimento” ou
tempo de estudo possa superá-lo. Essa minha afirmação tem base no
que tenho visto na rede em Jaraguá do Sul existe menos resistência
a custo de muita insistência .
Existe
também ainda aqueles que usam da máquina como continuadora da
mesmice (aulas do mesmo jeito em lugar diferente) o aluno não
reflete não resignifica, não transforma, continua entrando na forma
e sendo modelado ao bel prazer do dito professor.
As
novas tecnologias no princípio assustam (é difícil, é modismo
dizem alguns), mas, nada como entendê-las e trabalhar com elas para
ver aonde chegam e como usá- las, tal atitude deveriam ter os
aprendizes ativos, mas, quantos somos? Que sejam poucos, mas sejam e
através de sua abertura para o saber e saber fazer uma aula
significativa,conectada a realidade do aluno e que possamos ser
motivação para outros colegas e muito mais despertar autonômia em
nossos educandos.